Primeiro é preciso definir prioridades, diz Kaefer sobre novo modelo de concessão de rodovias




Para o deputado federal Alfredo Kaefer (PP), que participou da primeira reunião para discutir o novo modelo de concessão de rodovias no Paraná, realizado na Acic(Associação Comercial e industrial de Cascavel), “o mais importante a ser analisado são as obras "os serviços e as necessidades de cada região, e com base nisso o valor ser estipulado.

“É preciso primeiro definir: Quais as obras de infraestrutura são necessárias? O que as concessionárias vão oferecer? E depois disso ver quanto vai custar”, ressalta.

Ele também defende um tempo maior de concessão, já que o valor de obras de infraestrutura seria diluído e pesaria menos no bolso do motorista.

Alternativas

O discurso dos participantes foi unânime quanto ao modo como o pedágio é cobrado, unindo na mesma tarifa o valor destinado à manutenção das rodovias e das obras a serem realizadas. Além de fazer alguns questionamentos aos técnicos do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem), os participantes responderam questões como valores ideais a serem cobrados, obras necessárias, serviços que devem ser oferecidos pelas concessionárias, modo de cobrança das tarifas e novos trechos que devem fazer parte da concessão. As respostas serão reunidas às obtidas nos próximos encontros no Estado e analisadas por grupos de trabalho que auxiliam nesse planejamento para a concessão das rodovias do Paraná.

A governadora Cida Borghetti (PP) disse que ainda busca com o governo federal a continuidade da responsabilidade das rodovias pelo próprio Estado, já que a União anunciou que retomaria os trechos após o fim dos contratos de concessão em 2021. “Estamos em tratativas constantes em Brasília, com a Casa Civil e também com o ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira, sobre o assunto e destacando a importância de essa gestão ficar com o Estado, e acreditamos que essa resposta seja positiva”, ressalta Cida.

Oito polos

Ao longo das próximas semanas haverá outros encontros que serão sediados em diversas cidades polos dos trechos rodoviários sob concessão. “A previsão é de que essa consulta se desenvolva em oito polos. Depois provavelmente precisamos de 20 ou 30 audiências em todo o território do Paraná para confirmar a modelagem”, disse o diretor-presidente da Agepar (Agência Reguladora do Paraná), Omar Akel.

Praças de pedágio serão patrimônio do Estado

Com o fim dos contratos com as concessionárias que administram rodovias do Paraná, os bens deverão ser repassados integralmente ao Estado. São móveis, equipamentos e até mesmo os prédios construídos nas rodovias. A Agepar busca manter uma vigilância intensa para evitar casos desastrosos de finalização de concessões, como no Rio Grande do Sul, onde praças de pedágio foram derrubadas no fim dos contratos.





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11/05/2017
Kaefer pede o fim da cobrança do Funrural
  
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